Carlos Sauer a Torino Maggio 2018 – Attività

Ph. Nanni Lolli

Ph. Nanni Lolli

Lo sciamano e curandero brasiliano Carlos Sauer sarà a Torino dal 15 al 20 maggio.

Carlos è uno dei maggiori esperti al mondo in questo settore nel quale opera da 40 anni, di cui 30 vissuti con i Cheyenne.

In questo periodo abbiamo organizzato con lui diverse attività.

La principale è il corso di sabato e domenica 19-20, illustrato a questo link:

http://www.unaltrosguardo.it/2018/01/corso-di-introduzione-alle-tradizioni-native.html

I giorni mercoledì, giovedì e venerdì sono previste le seguenti attività: Sessioni Private, Canti e tamburi intorno al fuoco, Workshop di Canti e tamburo.

Sessioni private. Da fissare su appuntamento, in orari da definire singolarmente. I giorni Mercoledì 16, Giovedì 17 e Venerdì 18.

Per appuntamenti: mauro.villone@libero.it o Wapp: 0039348-7299033

Le sessioni durano circa un’ora, nella quale Carlos interviene con modalità tipiche dello sciamanismo sul richiedente. Imposizione delle mani, aspirazione di energie, canalizzazione, proiezione di energia.

Tale intervento è preceduto da dialogo e terapia verbale, appoggiato anche dalla sua compagna Juliana Ramos, psicologa “Reichiana”.

Il ruolo mio (Mauro Villone) e di Lidia Urani è quello di dare appoggio nel dialogo, soprattutto con la traduzione simultanea e successivamente con apporto di energie utilizzando strumenti come tamburo, canto e sonagli.

Il costo è di 130€.

Ph. mvillone

Ph. mvillone

Foguera. Circolo di canti e tamburi intorno al fuoco. Giovedì 17 maggio. È la terza volta che lo facciamo a Torino. Questa volta avremo come cornice il bellissimo giardino di una casa sulla prima collina torinese, sopra corso Moncalieri. La partecipazione è aperta a tutti. Sono benvenuti gli esperti di canto e tamburo, ma anche i principianti o chi semplicemente è appassionato di atmosfere di pace, unione, amore e meditazione.

Comincia alle 20, ma chiediamo alle persone di cominciare ad arrivare alle 19.00. Dopo alcune decine di minuti di meditazione e armonizzazione con il gruppo e con l’ambiente Carlos parlerà della filosofia del Cammino degli indios Nordamericani, in particolare i Cheyenne con i quali lui è cresciuto e ha vissuto per 30 anni. Poi si accenderà il fuoco e inizierà la Cerimonia Sacra di canto e tamburo guidata da Carlos, con la sua dirompente energia, il nostro supporto e quello dei convenuti già esperti nel tamburo e/o nei canti. La Ruota Sacra durerà circa un’ora, nella quale si canterà, si suonerà e si ballerà intorno al Fuoco Sacro, dopo aver reso omaggio a tutti gli elementi naturali.

Non è solo una sessione di canto e tamburi, ma una vera e propria Cerimonia Sacra che Carlos è autorizzato a condurre dagli stessi Sciamani Cheyenne che gli hanno trasmesso questa conoscenza.

L’atmosfera che si crea è profondamente sacra e di fortissimo coinvolgimento emotivo. Durante alcune cerimonie che facciamo settimanalmente in Brasile a Rio vengono effettuate vere e proprie cure su persone e gruppi.

Il costo di partecipazione è di 45€. 30€ per chi si iscrive entro 31 marzo. 35€ per chi si iscrive entro 30 aprile. 40€ per chi si iscrive entro 10 maggio.

AVRA’ LUOGO A REANO, VIA FONTANELLE, 1. NEI PRESSI DI VILLARBASSE (PROVINCIA TORINO). ORE 19.00

Ph. lidiaurani

Ph. lidiaurani

 

VERSAMENTI SUL SEGUENTE IBAN

ASSOCIAZIONE GENTE DELLA CITTA’ NUOVA

BANCA REGIONALE EUROPEA – AG.TORINO

IBAN:  IT85C0311101007000000005946

Per info: mauro.villone@libero.it e Wapp: 0039348-7299033

Tutte queste attività sono di alto valore culturale e con contenuti spirituali molto seri che noi con la nostra organizzazione cerchiamo di diffondere in collaborazione con la “Scuola di Tradizioni Native Carlos Sauer”.

Non sono un business, ma servono per mantenere le nostre ricerche, il sostegno agli indios e una parte è utilizzata per continuare il nostro progetto umanitario Para Ti Ong: http://www.parationg.org

 

 

 

 

 

A cura da floresta

Texto: M. Villone. Fotos: L. Urani. Tradução: Tiziana Francescon.

Versione in portoghese dell’articolo sul blog di Mauro Villone de Il Fatto on-line

Curandero Indio (@lidiaurani)

Curandero Indio (@lidiaurani)

Ao longo da última década, o foco em culturas indígenas no Brasil está aumentando constantemente. Etnias são centenas, mesmo se eles estão sob algumas dezenas de ascendências principais. Dois troncos linguisticos, com famílias diferentes. Algumas famílias de línguas que não pertencem a estes dois troncos e varias populações para um total de 896.917 pessoas (fonte: FUNAI – Fundo Nacional Indígena, do Governo Federal – 2010), menos de 0,5% da população total, localizadas principalmente nas áreas indígenas rurais. Para isto é preciso acrescentar um número pequeno, desconhecido é claro, de tribos isoladas. Em geral um número relativamente baixo, mas importante por várias razões. A população inicial do ano 1500, antes da invasão dos europeus, é hoje estimada pelos demógrafos e etnógrafos em cerca de três milhões de indivíduos.
Enquanto, por um lado, em algumas áreas eles são perseguidos por latifundiários, pecuaristas e agricultores, muitas vezes apoiados pela polícia, por outro estão protegidos pela Funai e seguidos pelo governo federal. A situação é complexa, em rápida evolução mas está lentamente piorando, por várias razões.
O primeiro problema prático é a destruição da floresta, para que, naturalmente, os índios estão se opondo, e isso cria uma situação de confronto violento com os proprietários de terras. Confrontos que resultam às vezes na morte de ativistas indígenas, conforme relatado anteriormente neste blog. A destruição da floresta não é apenas devido a isso, mas também ao agravamento das condições meteorológicas e do ambiente geral, que está criando secas e desequilíbrios de vários tipos. Dano cultural e ambiental para todos, mas para os índios uma verdadeira ameaça para a sobrevivência pois as espécies vegetais e animais, fonte de sustento graças à caça e à coleta, estão em sério declínio.
Este é o panorama, mas há um outro aspecto muito serio. Ou seja a atenção de alguns ramos das instituições e de grupos de estudo, editores, antropólogos, assistentes sociais e culturais, etno-botânicos, farmacologistas. Isso está acontecendo porque, além das dificuldades objectivas e da secular contaminação cultural, muitos índios têm mantido fortes tradições e sabedoria antiga, enquanto outros estão se reaproximando delas. Juntos com esses últimos, como já mencionados, muitos grupos e acadêmicos interessados em dois aspectos em particular: o conhecimento de ervas e plantas e a visão do mundo, muito peculiar e com uma forte conotação espiritual. Espiritualidade que se manifesta não apenas na teoria, quanto também no modo de viver o dia a dia, onde nada é banalizado e tudo assume um sentido sagrado e significativo.
Apesar de representar uma pequena minoria, o sentimento de muitos é que eles são portadores de uma grande força e de um conhecimento antigo, que, principalmente no momento terrível da história que estamos vivendo no Ocidente, poderia se tornar muito útil para o futuro da humanidade. Em particular, o que eles parecem conhecer e viver muito bem são no final das contas as relações: entre os seres humanos, com o ambiente e com o infinito.
As pessoas comuns, mais ou menos estudiosas e preparadas, compartilham esses sentimentos com varios grandes pesquisadores. Entre eles, apenas como exemplo, Richard Evans Schultes e Albert Hofmann. O primeiro morreu em 2001, o segundo em 2008. O primeiro foi um professor de etnobotânica em Harvard. Hofmann descobriu o LSD, e foi um membro do Comitê de Nobel, da Academia de Ciências do Mundo, da Sociedade Internacional de Pesquisa sobre Flora e da Sociedade Americana de Farmácia. Juntos, eles publicaram o livro “Botânica e Química dos alucinógenos”, em 1983, onde eles integraram as informações interdisciplinares a nível internacional sobre alcalóides psicoactivos, desde as culturas primitivas até os tempos modernos.
Já, os alucinógenos. Existem apenas 120 espécies de alucinógenos para cerca de 600 mil espécies de plantas, com uma concentração inexplicável no Novo Mundo, e em ambos os hemisférios muitas plantas alucinógenas nunca foram usadas como narcóticos. De fato, os índios usá-las como plantas sagradas e para o que eles chamam de “caminho encantado” ou “vôo mágico”.
Com certeza não é a única maneira em que os índios usam as plantas, que lhes servem de alimento, se decorar, fazer arte, produzir ítens, vestidos, agradecer o universo e a mesma natureza. E aqui chegamos ao que é talvez o aspecto mais profundo e interessante da sua natureza, a capacidade de ver o mundo como uma obra de arte divina e harmoniosa. Ou seja um “jardim encantado”.
Entre aqueles que estão interessados em aprofundar esta visão se encontram artistas, pesquisadores, escritores e editores. Entre estes últimos Anna Dantes, do Rio de Janeiro, que conseguiu, com sua equipe, arrecadar fundos para realizar um livro extraordinário: “Una Isi Kayawa”, o Livro da Cura, em que pela primeira vez na história estão listadas, juntamente com contos cosmológicos e mitológicos, centenas de ervas e plantas úteis para curar várias doenças. O livro, que apresenta a farmacopeia dos Huni Kuin, povo de fortes tradições do Acre (Amazonas lado sul fronteira com o Peru), foi produzido com o apoio do Governo Federal brasileiro e em cooperação com várias universidades do país e pesquisadores do Jardim Botânico do Rio, um dos mais prestigiados do mundo.
O projeto ganhou há poucos dias o terceiro lugar do prestigioso “Jabuti” para a Ciência da Natureza e do Ambiênte e da Matemática, conferido pela Câmara Brasileira do Livro.
Está em obra um segundo volume, envolvendo uma vez mais, junto com o povo Huni Kuin, etnobotânicos, cientistas, pesquisadores, designers gráficos, fotógrafos, cineastas e grandes artistas brasileiros como Ernesto Neto (do qual falarei em breve ).
Eu já tinha discutido deste assunto nestas paginas, mas eu estou propondo novamente. A minha intençao é fornecer futuramente um estudo mais aprofundado, porque eu acredito que parar um momento e olhar para trás, com a ajuda de alguns sobreviventes, pode ser de grande benefício, se não for para superar, pelo menos, para dar um valioso contributo para enfrentar o difícil momento histórico em que nos encontramos.

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L’equivoco

di Mauro Villone

Pochi giorni fa hanno radiato dall’albo dei medici una dottoressa che sostiene di curare qualsiasi malattia con i fiori, le essenze e un supporto psicologico. La stessa dottoressa sostiene che il sistema medico-farmacologico sia una truffa ai danni dei cittadini. Era stata cuccata dalle solite Jene, bravissime per carità, che però fanno il processo mediatico prima di qualsiasi altro tipo di verifica. Una specie di inquisizione mediatica senza appello.
Dopo la sospensione della tipa c’è stato il discorsetto di Gianluca Nicoletti con un video sul giornaletto servo La Stampa. Gianluca Nicoletti l’ho sempre considerato un genio fin da quando seguivo negli anni ’90 le sue trasmissioni radiofoniche mattutine dove criticava magistralmente il fantasmagorico mondo televisivo. Continuo a considerarlo un intelligentone sorprendentemente acuto, ma si è dimostrato non solo un ignorante su certi argomenti, ma anche lui né più né meno che un servo della cultura imperante.
E adesso vado a dimostrare le mie affermazioni. Chi è interessato segua attentamente poiché la situazione è complessa.
In primo luogo il tema della malattia e ovviamente della guarigione è fondamentale e strategico per l’umanità. Si potrebbe addirittura dire che è uno dei pochi temi principali. Non posso dilungarmi troppo su questo che ovviamente potrebbe richiedere interi volumi di trattazione. Si tratta di qualcosa di così centrale da condizionare la vita di tutte le persone.
Tale formidabile campo d’azione nel tempo è diventato appannaggio solo ed esclusivamente della scienza e del razionale. Il razionale, come si affanna a sottolineare il Nicoletti nel video, è l’unica vera strada da percorrere per affrontare certe problematiche. Chi ce lo insegna? Ma la scienza stessa naturalmente, da Cartesio, Galilei e Newton in avanti. Ma occorre considerare che il razionale altro non è che la controparte dell’irrazionale, il quale esiste anch’esso e va tenuto in debita considerazione.

Curandero Indio (@lidiaurani)

Curandero Indio (@lidiaurani)

Orbene, se queste fossero solo idee mie ne sarei convinto ugualmente. Purtroppo per i deterministi però esiste tutta una linea di pensiero sostenuta persino da eminenti scienziati come per esempio Fritjof Capra (fisico delle alte energie) e Ilya Prigognine (premio Nobel per la chimica), solo per citarne un paio della sterminata serie.
Nel suo libro “Il punto di svolta” del 1982 Fritjof Capra spende quasi 400 pagine per dimostrare come ci si trovi oggi di fronte a un cambio profondo di paradigma nella visione dell’universo e delle cose.
Tornando al caso della dottoressa, guardando alcuni video in rete nelle quali ella è protagonista è difficile darle sostegno poiché si presenta come un personaggio ambiguo con uno stile di comunicazione discutibile, più facile da accettare da parte di creduloni che da parte di persone seriamente preparate. Il tipico personaggio utile da dare in pasto a Jene e Gabibbi vari. Questi predatori mediatici hanno bisogno di questo genere di persone per utilizzarli ai propri fini. Apparentemente queste trasmissioni difendono il consumatore dai ciarlatani, ma invece nella realtà utilizzano i ciarlatani per difendere il potere del sistema medico-farmacologico industriale.
Il sistema televisivo si guarda bene dal mandare in prima serata documentari seri su quelle che sono medicine alternative, nuove idee, correnti di pensiero diverse. Queste le puoi trovare al massimo su qualche rete secondaria alle tre di notte o, molto più facilmente in Internet. Ma il mainstream, quello che condiziona fortemente la grande massa di persone che vengono riempite di farmaci velenosi e di cure inutili tutti i giorni, rimane totalmente condizionato dallo strapotere dell’industria ospedaliera, delle case farmaceutiche e dei produttori di cibo velenoso.
Mentre esiste un movimento che si va allargando sempre di più il quale è a conoscenza del fatto che energie sottilissime, le quali non sono affatto estranee nemmeno al corpo umano, possono agire profondamente su di esso e guarire, così come far ammalare.

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Una quantità considerevole di ricercatori seri ha dimostrato come sciamani, guru, meditatori, utilizzatori di terapie legate ai colori, ai suoni, alle essenze delle piante, possano curare molto seriamente l’organismo umano e l’ambiente. Non solo, ma l’importanza dell’aspetto psicologico nella cura delle malattie, ormai ampiamente riconosciuto anche dalla scienza cosiddetta ufficiale, può essere enormemente ampliato dalle tecniche di meditazione che hanno più di 10.000 anni. Persino la magia ha un suo senso e le sue ragioni tutte da approfondire. A tal proposito è interessante notare come un personaggio come il mago Silvan, persona estremamente gradevole e di altissimo livello professionale, sia utilissima al sistema poiché in grado di dimostrare che qualsiasi cosa può essere realizzata con dei trucchi. Molti dimenticano però, a proposito di razionalità, che dimostrare che qualsiasi cosa possa essere rifatta con dei trucchi non dimostra affatto che tutte le cose che si imitano con i trucchi non abbiano una loro realtà inspiegabile sul piano razionale.
In sostanza, come mi pare di avere dimostrato, tutto il sistema mediatico mainstream, incluso quello che vorrebbe sembrare alternativo e un po’ rivoluzionario, sia in realtà funzionale al mantenimento della credulità popolare nello schifo che viene pubblicizzato nei loro spazi pubblicitari stampati e video. È ovvio. Figuriamoci se hanno interesse ad andare contro ai loro avidi sponsor che li coprono d’oro.
Personaggi come la dottoressa in questione, che paiono ambigui per il modo di comunicare, ma la cui filosofia è condivisibile e da approfondire prima di giudicare, o altri sono una manna per i venditori di merda chimica. Pochi hanno la capacità, la voglia, l’umiltà di andarsi a informare veramente, di studiare come stiano esattamente le cose e conseguentemente di avere il coraggio di rimettere tutto in discussione.
Difficile che servi del potere come Nicoletti, Gabibbi e Jene, con quello che prendono al mese, abbiano voglia di mettersi in discussione e perdere a loro volta potere, prestigio e, soprattutto, denaro e posizione sociale. Meglio continuare così.
Un altro col quale è persino impossibile parlare è Cecchi Paone, il leccapiedi di Veronesi. Tutti insieme sono una macchina da guerra inespugnabile, almeno apparentemente. In realtà io credo si stiano aprendo degli spiragli che sembrano diventare rapidamente delle voragini, vista la deplorevole situazione nella quale oggi versa l’umanità che si è affidata alle meraviglie del “razionale”. Razionale un corno, poiché davvero qualsiasi persona davvero ragionevole dovrebbe riconoscere che esiste una controparte “irrazionale” che va perlomeno considerata, valutata, approfondita e, soprattutto, non demonizzata. Trasmissioni televisive e giornalisti seri invece di dedicarsi alla caccia alle streghe (che fa fare soldi) potrebbero passare il tempo più proficuamente cercando di capire cosa di positivo c’è in giro di poco conosciuto e che possa aiutare le persone che a loro sta così a cuore “salvare” dai ciarlatani.
Ci stiamo avviando verso un’epoca nella quale per migliorare le cose occorre avere una mente aperta e considerare tutte le possibilità, con umiltà e senza dare niente per scontato.